ANIMAIS PEÇONHENTOS x ANIMAIS VENENOSOS: introdução ao conhecimento dos representantes nos diversos táxons

ANIMAIS PEÇONHENTOS x ANIMAIS VENENOSOS: introdução ao conhecimento dos representantes nos diversos táxons


Helder Neves de Albuquerque e Marcelo Loer Bellini Monjardim Barboza


IFPB Cabedelo


A falta de detalhamento quanto às diferenças, à ecologia, ao comportamento, à clínica e tratamento dos acidentes envolvendo seres humanos e os animais peçonhentos e/ou venenosos ainda são muito incipientes nos diversos cursos técnicos e da área de saúde junto às Instituições educacionais brasileiras. Atualmente no Brasil, pela falta de incentivo e investimento na ciência e tecnologia estamos atravessando por mais uma crise de soro para o tratamento desses acidentados, evidenciando cada vez mais a necessidade dos conhecimentos técnicos, científicos, comportamentais e ecológicos desses grupos de animais que são envoltos em crendices e superstições, muitas vezes errôneas, que fazem com que quase todos os encontros, mesmo casuais, induzam a morte desses animais por parte dos seres humanos. Além do mais, muitos desses animais são sinantrópicos que são aqueles que se adaptaram a viver junto aos ambientes ocupados pelos seres humanos, a despeito da vontade destes. Com isso o presente trabalho objetivou diferenciar os principais animais peçonhentos e/ou venenosos identificando os representantes nos mais diversos táxons (poríferos, cnidários, anelídeos, moluscos, artrópodes, equinodermos e cordados) diferenciando-os quanto a sua importância ecológica e epidemiológica na busca em reduzir os números e as gravidades dos acidentes, minimizando os riscos do extermínio indiscriminado, e consequente possível desequilíbrio ambiental, muitas vezes devido à relação predador x presa x ambiente, ocasionado sempre pela ausência de conhecimentos prévios. Com isto, espera-se que o minicurso possa despertar o interesse pelo assunto por parte dos técnicos e profissionais das áreas ambientais e de saúde, gerando multiplicadores com conhecimentos necessários para intervir nas realidades onde atuam profissionalmente e estão inseridos socialmente. Com esse conhecimento posto em prática e sendo partilhado haverá redução dos desequilíbrios ambientais, no tempo e na ocupação dos leitos nos hospitais, no uso indiscriminados e desnecessário dos antivenenos nos centros hospitalares e da difusão das informações essenciais de que todos os seres vivos do planeta são necessários para a manutenção da vida em todas as suas formas em qualquer ecossistema, independente de sua função ecológica.


Palavras-Chave: Animais Sinantrópicos. Educação Continuada. Etnoconhecimento. Envenenamento. Picadas.