CONCEPÇÕES DA COMUNIDADE ACADÊMICA DO IFPB - CAMPUS CABEDELO SOBRE O PADRÃO ESTÉTICO NAS REDES SOCIAIS

CONCEPÇÕES DA COMUNIDADE ACADÊMICA DO IFPB - CAMPUS CABEDELO SOBRE O PADRÃO ESTÉTICO NAS REDES SOCIAIS



Ana Beatriz Bezerra da Silva Virgínio (IFPB)

Felipe Alves Falcão (IFPB)

Lucas Emanuel dos Santos Nogueira (IFPB)

Raissa da Silva Xavier (IFPB)

Orientadora: Profa. Louize Lidiane Lima de Moura (IFPB)



Na contemporaneidade, possuir contas em redes sociais é uma prática comum e, dificilmente, encontra-se alguém que não esteja imerso nesta verdadeira ramificação digital da sociedade. Dentre elas, destacam-se plataformas como o Instagram, o TikTok e o Twitter, três das maiores no mundo todo, chamando a atenção de um público majoritariamente jovem, mas também com boa aderência por parte de pessoas inseridas em outras faixas etárias (DATA REPORTAL, 2021). Tendo isso em vista, o objetivo do podcast que propomos para a modalidade Experimentando Ciências, é discutir os resultados da investigação empreendida acerca das concepções da comunidade acadêmica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - campus Cabedelo no tocante ao padrão de beleza valorizado nas redes sociais supracitadas. Especificamente, pretendemos discutir em que medida essas páginas podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos psicológicos; e como uma educação crítica e emancipadora (FREIRE, 1997) pode implicar uma melhor utilização dessas páginas de interação via internet. A fim de alcançar tais propósitos, dialogamos teoricamente com os estudos da mídia (TRINCA, 2008; SILVA, 2016) e adotamos uma metodologia de natureza qualiquantitativa (NUNAN, 1992; DÖRNEY, 2006). Como instrumento, utilizamos um questionário semiestruturado, o qual foi aplicado junto à comunidade acadêmica IFPB - campus Cabedelo, considerando não apenas os alunos, como também os professores e os servidores da instituição mencionada. A análise do corpus gerado pelo instrumento de pesquisa reforça o que indica o referencial teórico pesquisado: as redes sociais influenciam a forma como as pessoas reagem às aparências umas das outras nesses espaços digitais, implicando, inclusive, o investimento em modificações corporais para que suas respectivas aparências estejam o mais alinhadas possível com o padrão estético ali valorizado. Todavia, a oferta de uma educação crítica e emancipadora pode constituir um horizonte para o empoderamento dos usuários nas redes sociais e, consequentemente, para a ressignificação do conceito de beleza não apenas em páginas da internet como também na sociedade.


Palavras-chave: Padrão estético. Transtornos psicológicos. Redes sociais. Educação emancipadora.